O tema foi “Do racismo estrutural ao ambiental”. Os palestrantes destacaram como o racismo está estruturado na sociedade, inclusive em propagandas e situações cotidianas, que reforçam preconceitos e estereótipos.

Diego Cotta criticou os processos de desqualificação e silenciamento da episteme negra na produção de conhecimento científico, compreendendo o epistemicídio como uma das faces estruturantes do racismo no Brasil. “A desconsideração de marcadores sociais da diferença perpetua uma visão universalista, branca e eurocêntrica, já que o controle da episteme é tática da branquitude para desqualificar a intelectualidade negra e manter sua hegemonia”, afirmou.

Priscila Basílio chamou atenção para a violência racista dentro das escolas — justamente o espaço que deveria formar cidadãos críticos. “É urgente fortalecer uma educação anticolonial capaz de enfrentar essas práticas”, disse.

Já Valéria Bastos trouxe dados sobre a questão ambiental, lembrando que existem mais de três mil lixões em atividade no Brasil, além dos clandestinos. Ela associou esse cenário à miséria e ao retorno do país ao mapa da fome, apontando que os direitos humanos, sobretudo os sociais, ainda não chegam a quem mais precisa. Ao refletir sobre o impacto do modelo econômico atual, a professora resumiu o processo dessa desumanização: “Tudo vira mercadoria, inclusive as pessoas”, comentou.

O debate também refletiu sobre o papel dos brancos no enfrentamento do racismo, defendendo que aqueles que perpetuam privilégios devem se responsabilizar por compreendê-los e criticá-los — assim como os homens no caso do machismo. Nesse sentido, os palestrantes ressaltaram a importância de debates interseccionais que aproximem instituições de ensino e o público em geral, reforçando o caráter formativo do curso.

No próximo dia 15 será realizada a Aula 3: “A luta pela vida das mulheres”. Em breve mais informações aqui neste perfil e no Canal MVDH (link na bio).

Texto de @anais.grala e fotos de @danieldlgrehs

          

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